LÍNGUAS ESTRANHAS.
Qual a diferença entre o verdadeiro dom de línguas e o falso? Para identificar o verdadeiro dom de línguas, é necessário compreender primeiro o ensino bíblico sobre os dons espirituais
I Coríntios 12.1-11.
— Paulo esclarece que “os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo” (verso 4).
— Eles são distribuídos pelo Espírito “como Lhe apraz” (verso 11); e que eles são sempre concedidos “visando a um fim proveitoso” (verso 7).
— Esse fim pode ser “a edificação do corpo de Cristo” (Ef. 4.12) ou a capacitação dos cristãos para a proclamação do evangelho (At. 1.8).
I CORÍNTIOS 14.
— Básico para a compreensão do dom de línguas é o conteúdo de I Coríntios 14, onde Paulo procura corrigir algumas distorções.
— O propósito essencialmente evangelístico desse dom é bem definido não apenas na declaração de que “as línguas constituem um sinal não para os crentes, mas para os incrédulos” (verso 22).
— Mas também no testemunho pessoal de Paulo ao asseverar: “Dou graças a Deus, porque falo em outras línguas mais do que todos vós. Contudo, prefiro falar na igreja cinco palavras com o meu entendimento, para instruir outros, a falar dez mil palavras em outra língua”.
ATOS 2. 1-13.
— Se considerarmos atentamente a experiência dos discípulos no Pentecostes, registrada em Atos 2.1-13, perceberemos que naquela ocasião estavam congregadas em Jerusalém pessoas provenientes “de todas as nações debaixo do céu” (verso 5; ver também os versos 9-11).
— Foi para proclamar o evangelho, nesse contexto específico, que o Espírito Santo concedeu aos discípulos o verdadeiro dom de línguas.
— E o próprio texto bíblico confirma que cada um dos presentes ao Pentecostes ouvia a mensagem em sua “própria língua materna” (versos 6, 8 e 11).
— A teoria de que o genuíno dom de línguas se manifesta hoje na forma de línguas estáticas, não faladas atualmente por qualquer povo ou nação, carece de fundamento bíblico.
— As várias alusões, na Versão Almeida Revista e Corrigida, a “línguas estranhas” (I Co 14) não aparecem como tais no texto original grego, onde a expressão usada é simplesmente “línguas”.
— Por outro lado, a tentativa de identificar as modernas manifestações de línguas estáticas como sendo línguas “dos anjos” (1Co 13:1) não é sancionada pelas Escrituras.
— Todas as vezes que os anjos bons falaram com seres humanos, eles o fizeram na própria língua das pessoas com as quais se comunicavam (ver Gn. 18 e 19; Dn. 9.21-27; Lc. 1.11-20, 26-38; 2.8-15; At. 12:6-8 e Ap. 22:8 e 9).
CONCLUSÃO.
— Cremos, portanto, que nem todos os pretensos dons de língua são de origem divina.
— O verdadeiro dom de línguas é concedido pelo Espírito Santo não para a exaltação pessoal do indivíduo diante da comunidade, mas para suprir uma necessidade existente.
— O recebimento desse dom leva a pessoa a falar em uma genuína língua de nação, até então desconhecida para ela, sempre com um propósito evangelístico.
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