TRÂNSITO RELIGIOSO NO BRASIL
Resumo do Artigo
TRÂNSITO RELIGIOSO NO BRASIL
RONALDO DE ALMEIDA
Professor da Escola de Sociologia e Política,
Pesquisador do CEBRAP
PAULA MONTERO
Diretora do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP,
Pesquisadora do CEBRAP
Na literatura cientifica quando se trata do campo
religioso no Brasil, temos um intrigante paradoxo: que é um acumulo de
conhecimento sobre o que se tem das inúmeras cosmovisões é observado os ritos
as crenças, há formas diferentes de cultos dentro deste processo, mas quando se
trata do comportamento dos que frequentam os cultos, neste caso as fronteiras
são poucas conhecidas, haja vista a grande circulação de pessoas que passam por
elas. O artigo apresenta que há uma
pesquisa do comportamento sexual da população brasileira e percepções do HIV/AIDS
realizada no Brasil em 1998, do qual apresenta que 26% da população do Brasil,
mudou de religião. Com isso houve um
acréscimo de alternativas religiosas, a fim de alimentar a necessidade deste
religioso em transito.
Como uma capa existe uma contradição entre os
especialistas deste campo no que diz para interpretação cientifica.
O que tem com
esse trânsito religioso, levou a diversidade de religiões e observar o mesmo
como mercado, onde o capitalismo invadiu estes. Onde a necessidade dos adeptos se encaixa na
linha do mercado. Do qual eles têm buscado alternativas diversas para que essas
necessidades sejam de alguma forma suprida. O que se vê é que muitas religiões
tradicionais estão em reinvenção para que adapte no mercado.
Um exemplo que o articulista apresenta é o da Igreja
Universal, que aparentemente vem de uma visão evangélica-pentecostal com o
também o afro-kardecista. Isto é um claro segmento de uma adaptação do mercado
transitório, preencher as necessidades de todos. O que a
literatura especializada o denominou como economia do transito religioso.
Esta questão do transito religioso foca para dois
movimentos: Em primeiro, para a grande massa de circulação de pessoas por
varias instituições religiosas. Em segundo, a mudança de praticas e crenças
destas instituições do qual se torna objeto de estudos.
Este problema apresenta dois
níveis de analise conforme o articulista: “um
propriamente institucional, que descreve a mudança das filiações; e outro mais
cognitivo, que mostra as semelhanças e as diferenças entre as representações
dos universos religiosos”.
Diante de tal bojo o artigo
apresenta que em seu primeiro momento ele busca mostrar a situação das
principais tradições religiosas e suas características e em um segundo momento
e apresenta compreender alguns fluxos de preferências nesse trânsito religioso.
Sendo que o articulista propõe apontar um fluxograma exploratório deste
transito religioso ocorrido no Brasil nestes últimos anos.
CARACTERIZAÇÃO SOCIOECONÔMICA DOS RELIGIOSOS
O que tem mostrado é que nos últimos anos os
católicos são os que mais perderam fies, ainda assim o catolicismo é a maior
religião do Brasil com 67% da população, tendo um maior numero entre o norte e
nordeste. O que é uma demonstração de pessoas que herdarem dos pais e quando
mudam é em uma idade mais madura. Esses dados têm como base censitários de 1980
e 1991.
O
que tem se visto é que o catolicismo tem pedido fieis e em contra partida
também tem ocorrido um aumento de outras religiões muito além da sua capacidade
atração de novos adeptos.
O
artigo divide o País em três grandes regiões: primeiro: Centro X, segundo: NorNor e Terceiro: SulX, do qual o
primeiro, os católicos têm uma participação dentro media do País, o Segundo
plano, a participação dos católicos está acima da media, o Terceiro está abaixo
da media nacional. E ainda o Centro-Oeste recebeu uma forte migração nos
últimos anos, sendo que boa parte é formado de evangélicos vindos do Sul do
País.
Em
termos educacionais, os católicos por ser maioria obedecem ao padrão nacional.
Outra questão importante é que muitos conforme o artigo apresenta têm outras
praticas religiosas, mas se consideram católicos. Estes também são adeptos ao
candomblé, umbanda, espiritismo e etc. Estes ainda se caracterizam como aqueles
“não praticantes”, dos quais em termos sociológicos sem muita precisão. Estes
são os que de alguma forma não se envolve em si com a religião, mas os ritos do
catolicismo estão arraigados na vida deles, como por exemplo: batismo,
casamentos e enterros, o que vale mais como um significado de tradição em si do
que propriamente como um fiel membro. Isso se dá por causa da falta de apoio
aos serviços religiosos e a falta de ações mais comunitárias. Diante de tal
situação, 30,7% freqüentam algum serviço religioso anualmente e 20,3 mais de
uma vez ao mês. Aos afro-brasileiros, o artigo apresenta que a questão “nunca
freqüenta serviços religiosos”, esse valor corresponde à zero. Do qual o
articulista diz que o candomblé e a umbanda a religião está ligada ao fiel
pelas praticas de rituais.
Conforme
os dois últimos Censos Demográficos, os pentecostais são os que apresentam a
maior taxa de crescimento, e também é o segundo maior grupo com 11,85 da
população. Dos quais 63,75 são mulheres
sendo que a proporção feminina no Brasil em relação à população é 52,3%.
Conforme o artigo pelo menos 65,2% dos pentecostais são pessoas com apenas o
ensino fundamental incompleto, sendo que na população brasileira é de 46%.
MOBILIDADE DOS RELIGIOSOS
Tudo
isso é o resultado de um transito religioso pelo menos nos últimos Trinta
anos. As mulheres têm um nível de
filiação maior do que os homens. Mas por incrível que parece, as mulheres são
as que mais mudam direcionadas para outras religiões.
O
artigo mostra que no Sulx, foi o local onde as pessoas mais mudaram de
religião, fazendo com que saltasse acima da media nacional. O que mostra também
que os muito pobres e com pouca escolaridade e os muito ricos com alta
escolaridade são apontados no presente artigo que mudaram menos de religião.
Conforme
o articulista os católicos são os que mais perderam, em seguida vem os sem
religião, os protestantes históricos, os pentecostais e pouquíssimos
Kardecistas e afro-brasileiros. Sendo
que os que mais receberam pessoas foram os pentecostais.
Destes
que mudaram de religião, quais foram às principais conexões entre as
alternativas religiosas? O pesquisador partiu da idéia de qual a religião do
entrevistado e qual ele foi criado. Assim o articulista analisa em dois
momentos: como sendo pontos de recepção e emissão de fiéis.
Assim
um grupo formado por católicos, que na realidade é onde todos se arregimentam.
Sendo que boa parte destes migram para o pentecostalismo. O mais interessante é
que boa parte das pessoas entrevistadas que aderiram para o catolicismo não
vieram de nenhuma outra religião. Um catolicismo pela tradição. Entretanto os Kardecistas navegam do
catolicismo, dos quais 95,4% afirma o artigo que vieram do catolicismo.
Este fluxo do catolicismo é
demonstrado no artigo como Kardecistas tal quais os afro-brasileiros, não se
deixa identificar como cristãos e católicos chamados de católicos espíritas.
Diferente
são os afro-brasileiros, que quando deixam às religiões afro-brasileiras, eles
se declaram como sendo sem religião. E
os sem religião são com receptores universais, recebem gente de todas as
confissões. Tem suas crenças e costumes, mas não se declara de nenhuma religião
especifica.
O
artigo apresenta que os protestantes históricos têm pedido adeptos, mas
diferente dos católicos, eles quando deixa suas religiões se declara sem
religião. E os pentecostais tem tido um amento semelhante como os de sem
religião e que buscam seus fiéis nas estruturas sócias. O articulista mostra que os pentecostais
pouco chama a atenção dos Kardecistas, isso mostra que é por questões de
estruturas sociais.
O
afro-brasileiro é o foco dos pentecostais uma vez que são alvos para
evangelização, quando o modelo religioso é combatido.
O
que tem ocorrido é que o fluxo religioso tem acontecido das igrejas
consideradas históricas para as igrejas pentecostais. O artigo mostra que este
trânsito religioso é mais amplo e faz com que a trajetória do indivíduo leve
com ele os costumes anteriormente aderidos.
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