UMA PERSPECTIVA SOBRE A VOLTA DE JESUS!
O
retorno de Jesus Cristo à terra como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Embora
a frase não apareça na Bíblia, o ensino do retorno de Cristo constitui um tema
favorito dos escritores do N.T. que falam por exemplo, do aparecimento de nosso
Senhor “uma segunda vez” (Heb. 9:28). O próprio Jesus prometeu: “Virei outra
vez.” (João 14:3).
O
termo mais freqüente do N.T. para o Segundo Advento é parousia, significando “presença” (literalmente, “estando ao
lado”), e, por extensão, a “vinda” e “chegada” que resultam na presença”. A
palavra ocorre 24 vezes no N.T.. Em Fil. 2:12, Paulo contrasta sua presença (parousia) entre os Filipenses com sua
ausência (apousia) dentre eles (II
Cor. 10:10). Mais freqüentemente, porém, o contexto requer o significado de
“chegada” ou “vinda” por parousia.
Por exemplo, a chegada (parousia) de
Estéfano, Fortunato e Acaio de Corinto trouxe alegria a Paulo e refrigerou seu
espírito (I Cor. 16:17, 18). A chegada (parousia)
de Tito com as boas novas de Corinto confortou Paulo em suas preocupações pela
igreja dali (II Cor. 7:6). Enquanto prisioneiro em Roma, Paulo expressou a
esperança de ser liberto e de sua vinda (parousia)
novamente até os filipenses (Fil. 1:26). Escritores helenistas dos tempos
ptolomaicos em diante (e em papiros gregos), usam parousia como um termo técnico para a “visita” oficial de um rei ou
imperador ou outra pessoa de autoridade. Por isso, essa palavra foi escolhida
pelos escritores do N.T. para expressar o Advento Messiânico de Cristo em
glória para julgar o mundo no fim da era presente (Mat. 24:3, 27, 37, 39; I
Cor. 15:23; I Tess. 2:19; 3:13; 4:15; 5:23; II Tess. 2:1, 8; Tia.5;7, 8; II
Ped. 1:16; 3:4, 12; I João 2:28). À luz de seu uso helênico, a palavra reflete
a majestade de nosso Senhor em Seu retorno.
Outro
termo usado para o Advento é apokalypsis,
significando “revelação”, “descobrimento”, “abertura” (I Cor. 1:7; II Tess.
1:7; I Ped. 1:7, 13). Em sua primeira vinda, a glória de Cristo foi velada, e
Sua divindade foi revestida pela humanidade. Mas em Sua Segunda Vinda, Sua
glória e majestade devem ser descobertas para que todos os homens a vejam (Mat.
24:30).
O
Advento é também referido como epiphaneia,
“uma manifestação”, “aparecimento” (I Tim. 4:1, 8; Tito 2:13). No grego helênico,
esse era um termo técnico para a visível manifestação de uma divindade. Uma vez
no N.T. (II Tim. 1:10), esse refere-se ao primeiro advento como uma
manifestação da graça divina. Em outra parte, refere-se à grande e final
intervenção na história humana, o Segundo Advento.
Embora
eleusis, “vinda”, não seja usada para
o Segundo Advento (exceto nas leituras variantes do Codex Bizantino em Luc.
21:7 e 23:42), o verbo relatado erchomai
significando “vir”, é usado (Mat. 16:27, 28; Mar. 13:26; 14:62; Luc. 9:26; João
14:3; Atos 1:11; I Cor. 4:5; 11:26; Apoc. 1:7; 3:11; 22:7, 20). O verbo phaneroo, “tornar visível, “ou
“manifestar”, é aplicado ao Segundo Advento (Col. 3:4; I Ped. 5:4; I João 2:28;
3;2).
Finalmente,
há freqüentes referências ao “dia” (Rom. 13:12; Heb. 10:25), ou “aquele dia”
(Mat. 7:22; 24:36; Luc. 10:12; 21:34; I Tess. 5:4; II Tess. 1:10; II Tim. 1:12,
18; 4:8); ou mais especificamente ao “dia de Deus” (II Ped. 3:12), “o dia do
Senhor” (I Tess. 5:2; II Ped. 3:10), “o dia de Jesus Cristo” (Fil. 1:6), “o dia
de Cristo” (Fil. 1:10),“o dia de nosso Senhor Jesus Cristo” (I Cor. 1:8), “o
último dia” (João 6:39, 40, 44, 54), “o grande dia” (Judas 6; Apoc. 6:17), “o
dia do juízo” (II Ped. 2:9), “o dia da ira” (Rom. 2:5), e “o dia da redenção”
(Ef. 4:30).
O clímax
da história terrestre será público, visível aos crentes e ímpios de igual modo
(Mat. 24:27, 30; 25:31-46; Luc. 17:24; I João 3:2; Apo. 1:7). Será acompanhado
por uma audível voz de comando e pelo convite de uma trombeta (Mat. 24:31; I
Tess. 4:16; I Cor. 15:51, 52). Não há, portanto, nada de secreto nele.
O
N.T. não divide o Advento em eventos separados, um secreto e outro público, um
pretenso arrebatamento dos santos e outro uma revelação de Cristo. A passagem
principal sobre a transladação dos santos (I Tess. 4:15-17) descreve a vinda de
Cristo como acompanhada por “alarido e voz de arcanjo” e com o soar de uma
trombeta. Jesus descreveu Seu aparecimento nas nuvens do céu como ocorrendo
antes do ajuntamento dos eleitos, não após, e esses eventos como ocorrendo em
imediata sucessão e como partes de uma gloriosa aparição (Mat. 24:30, 31; Mar.
13:26, 27). A vinda de Cristo será com as nuvens” (Apo. 1:7), “nas nuvens”
(Mat. 24:30; 25:62; Mar. 13:26; 14:62), ou “em uma nuvem” (Luc. 21:27; Atos
1:9; I Tess. 4:17); acompanhada por hostes angelicais (Mat. 24:31; Mar. 8:38; 13:27;
Apo. 14:14-16). Sua vinda é referida como gloriosa (Mat. 16:27; 24:30; 25:31;
Mar. 10:37; 13:26; Luc. 9:26; 21:27; I Ped. 4:13; 5:1), e é comparada a um
forte relâmpago que ilumina todo o céu (Mat. 24:27; Luc. 17:24).
O
N.T. apresenta o Advento como acompanhado pela ressurreição dos justos (Luc.
14:14; João 5:28, 29; 6:40, 44; 11:24; Atos 24:14, 15; I Cor. 15:22, 23; I
Tess. 4:15-18) e esta ressurreição para a vida e imortalidade (Luc. 20:35, 36;
I Cor. 15:52,53) e o início do milênio (Apo. 19 e 20).
O
Segundo Advento marcará o final da presente ordem de coisas e é, portanto,
referido como “o fim do mundo” (Mat. 13:39-40, 49; 24:3; 28:20). A frase
traduzida “fim do mundo “poderia ser melhor descrita como “o fim dos tempos” ou
“consumação dos tempos.” O N.T. vê o tempo como uma sucessão de épocas. A
eternidade passada é descrita por expressões significando literalmente como
“dos séculos eternos” (Ef. 3:9; Col. 1:26; I Cor. 2:7). A eternidade futura é
descrita por expressões significando literalmente “pelos séculos dos séculos”
(traduzido como “para sempre e sempre,” Luc.1:33; Rom. 1:25; II Cor. 11:31;
Judas 25; Gál. 1:5; I Ped. 4:11, Apo. 1:18, etc.), ou simplesmente “séculos
vindouros” (Ef. 2:7). A existência humana é referida como dividida entre o presente
século e século por vir (Mat. 12: 32; Ef. 1:21). O presente século é mau (Gal.
1:4; Luc. 20:34) no qual o homem perece. Este continuará até que a parousia e o juízo, quando o século por
vir se iniciará. A terra permanecerá, mas será posteriormente renovada para
serem removidos todos os indícios de pecado e morte.
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