ESTE É O ENSINO DE PAULO SOBRE A LEI E A GRAÇA!
A mesma vida eterna que alguém recebe pela fé em Cristo é
prometida àqueles que obedecem perfeitamente à lei de Deus. Paulo reafirmou o
pensamento de Moisés de que a vida eterna vem pela obediência irrestrita à lei
de Deus.
Rm 10.5 - “Ora, Moisés escreveu que o homem que praticar a
justiça decorrente da lei, viverá por ela.”
Gl 3.12 - “Ora, a lei não procede da fé, mas: aquele que observar os seus preceitos, por eles viverá.”
Rm 7.10 - “E o mandamento
que me fora para a vida, verifiquei que este mesmo se me tornou para
morte.”
Obviamente, Paulo sabe da impotência do pecador para cumprir
a lei de Deus perfeitamente. Por essa razão, ele trata abundantemente da
justiça da fé (Rm 10.6-9). Ele ainda argumenta que, porque “ninguém pode ser
justificado pelas obras da lei” (pela impotência de pecador em cumprir todos os
preceitos), Cristo teve que “nos resgatar da maldição da lei” (Gl 3.10-13).
Paulo argumenta que a lei tornou-se impotente de dar vida ao homem, mas o
problema não estava na lei, mas na impotência humana (Rm 8.3-4).
Mas ninguém pode negar que a vida eterna de um homem vem
pela obediência. Os mesmos preceitos que Deus propôs a Adão, que produzem vida
eterna, e sobre os quais o pacto das obras está fundado, são repetidos e
reforçados na Lei de Moisés. Há uma continuação entre a lei dada a Adão e a lei
repetida a Moisés. A mesma lei que estava em vigor no Éden, antes da entrada do
pecado no mundo, ainda permanece em vigor. Se devidamente observada, ela produz vida.
Basicamente é a mesma lei à qual todos os homens devem obediência, se querem
ter vida eterna.
Paulo confirmou isso, mas reconheceu a incapacidade humana
dessa obediência irrestrita a todos os preceitos da lei. Por essa razão, Cristo
obedeceu perfeitamente todos os preceitos, para que Deus nos concedesse vida
eterna. Cristo veio fazer o que o primeiro Adão não fez: obedecer para
conseguir vida eterna para os seus representados.
A idéia de obediência
como condição para se obter vida eterna está deduzida do ensino da Escritura de
que Jesus Cristo teve que obedecer toda a lei para garantir-nos vida eterna (Rm
5.19). Por causa da nossa incapacidade de cumprir a lei por nós mesmos[1], Cristo teve que morrer “para resgatar os que
estavam sob a lei” (Gl 4.5), a fim de que a lei não os condenasse. Onde não há
a obediência perfeita da lei, há o castigo da lei. Certamente a punição da lei
vem sobre todos aqueles que não são obedientes perfeitos dela. Se guardamos
toda a lei, mas tropeçamos num só preceito dela, tornamo-nos culpados de toda a
lei.
Por essa razão, a fim de livrar-nos do castigo dessa lei,
Ele obedeceu a lei, sofrendo a penalidade dela, porque todos nós nos tornamos
violadores do pacto com Adão e em Adão.
Gl 3.13 - “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se
ele próprio maldição em nosso lugar, porque está escrito: Maldito todo aquele
que for pendurado em madeiro.”
[1]
Paulo disse com muita clareza sobre a impotência do pecador em cumprir a lei de
Deus. Por essa razão, ninguém pode ser justificado pelas obras da lei. A
impotência, na verdade, não está na lei. Ela é a mesma lei, santa, justa e boa,
mas a inadequacidade está na condição do pecador, por sua pecaminosidade. Por
isto, Paulo diz: “É evidente que pela lei ninguém é justificado diante de
Deus...” (Gl 3.11).
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