Minha Ótica sobre o Sofrimento Humano e Deus. (Voo MH370 da Malaysia Airlines (2014) e o 447 da Air France).
Minha
Ótica sobre o Sofrimento Humano e Deus.
Voo MH370 da Malaysia
Airlines (2014) e o 447 da Air France.
Um dos temas mais complicados das
Santas Escrituras é em relação a pré-ciência e o determinismo de Deus e o
sofrimento humano. Creio, sem duvida alguma que Deus sabe de tudo a respeito do
Universo antecipadamente. Creio que Ele coordena todo o universo, que nada sem
a sua permissão acontece. Creio que Ele é Soberano e Sapientíssimo. Entretanto
quando analisamos a questão dos Juízos de Deus nas Escrituras, pelo que se
observa, eles são pré-anunciados, pois Ele deseja redimir o pecador. Assim foi
no Edem (Gên. 3. 1 -14), no Dilúvio (Gên. 3. 11 – 22), Torre de Babel (Gn.11. 1
– 9), Sodoma e Gomorra (Gên. 19. 1 – 29) Pragas no Egito (Êxo. 6. 28 -30, 7. 1
-13), inclusive o livro do Apocalipse está repleto de Juízos pré-anunciados
para o tempo do fim.
Prefiro acreditar que Deus, permite que
as tragédias aconteçam com humanidade. Deus tem consciência das tragédias que
virão, entretanto não consigo entender que elas antecipadamente estão
determinadas por Deus. Como por exemplo a queda do voo MH370 da Malaysia Airlines (2014)
ou o voo 447 da Air France
(2009), como se Deus tivesse programado essa queda. Deus na sua Soberania
poderia ter evitado a queda do vôo MH370 da Malaysia Airlines ou
do voo 447 da Air France, mas
escolheu não evitar, mas não creio em uma agenda para queda, como pensam
aqueles que acreditam no determinismo Divino.
O
Pecado existe neste mundo, e com ele veio a doença, morte, separação,
terremotos, fomes, pestes e etc. O cristão precisa entender que este não é
mundo dele, o cristão é peregrino, a concepção de um mundo povir acalma o
crente em meio as tragédias causadas pelo pecado. A Bíblia nos diz que o “pecado
é transgressão da Lei de Deus (I João 3.4), desde que entrou o pecado no mundo,
o homem tem transgredido a lei de Deus, mas não somente a lei de Deus, como tem
transgredido as leis naturais e como consequência desta escolha, temos sido
afetados com calamidades naturais, claro que as leis naturais não estão fora da
Soberania de Deus, o próprio Jesus deu a ordem a natureza, e ela o obedeceu (Mt 8. 23 – 27),
mas para ela obedece-lo, precisou Ele decidir que ela lhe obedecesse.
Creio
que em Sua Soberania, Deus simplesmente decidiu não salvar o vôo 447 da Air
France da queda, mas não que ele programou a queda. Creio que existem dois
fatores, pelo menos para as ações negativas na vida humana: Primeiro, fatores
externos, escolhidos por outros, como por exemplo: Um líder de um País que
decide fazer guerra e milhares de crianças inocentes e muitos outros que nem a
guerra desejam morrem por causa da escolha de uma pessoa. Segundo, fatores
internos, baseados em nossas próprias escolhas que afetam a nós mesmos. Nestes dois fatores estão envolvidos as consequências do pecado. A Bíblia nos diz: “O Salário
do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo
Jesus.” Romanos 6. 23.
Alguns textos
falam que “o Senhor endureceu o coração de Faraó” (Êx 4:21, 7:3, 9:12, 10:1,
20, 27, 11:10, 14:4 e 8). Outros afirmam que o próprio Faraó “endureceu o seu
coração” (Êx 8:32, 9:34 e 35, 13:15). E há um terceiro grupo de textos que
declaram simplesmente que “o coração de Faraó se endureceu” (Êx 7:13, 22, 8:19,
9:7). Ezequiel 33:11, afirma que o Senhor não tem “prazer na morte do perverso,
mas que o perverso se converta do seu caminho e viva”. Pedro acrescenta que o
Senhor não quer “que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento”
(2Pe 3:9).
No mundo
natural, “o mesmo sol que derrete a cera endurece o barro”. O problema não está
no sol, mas na forma diferente com que a cera e o barro reagem ao calor. De
modo semelhante, o problema de Faraó não estava em Deus, mas na forma como o
próprio Faraó reagia às mensagens divinas de admoestação e arrependimento. Em
vez de se humilhar e arrepender, Faraó se fechava cada vez mais aos apelos
divinos. Cada novo apelo para abrandar o coração acabava gerando o efeito contrário,
de endurecimento.
Creio
numa maneira permissiva de Deus para cumprir com algum proposito Divino desconhecido
ao homem (Dt 29.29). Não gosto de intitula-la como Teologia Permissiva, como
alguns assim o fazem, mas prefiro apenas acreditar na vontade Soberana de Deus.
Não creio que O limitamos, o fato de compreendermos como uma permissão de Deus
a calamidade para um proposito maior. Creio que na Sua Soberania, Ele decide o
que fazer, pelo que se observa nas Escrituras, Ele não programa um Juízo sem
antes anuncia-lo.
É nesse
sentido que Deus é descrito como causando a Faraó o que Ele apenas permitiu que
ocorresse. É preciso reconhecer também que chegou um ponto na vida de Faraó em
que ele acabou extrapolando os limites da misericórdia divina. A partir desse
ponto, os apelos ao arrependimento cessaram e os juízos divinos tomaram lugar
(Êx 7 a 12), culminando na destruição final de Faraó e do seu exército (Êx 14).
Em tudo isso, Faraó simplesmente colheu o fruto de sua própria obstinação (Gl
6:7).
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