O Ministério Cristológico do Espírito Santo - Aos Antitrinitarianos!
Concepção, nascimento e crescimento de Jesus
aponta para a continuidade do ministério do Espírito desde o Antigo Testamento. A Bíblia
relata a frase “veio sobre ela”
(Lc 1.35) que é uma expressão paralela à 1Sm 10.6, 10 e 16.13. Quando o Espírito vem sobre um indivíduo ele o
reveste segundo o seu propósito isto indica uma obra da nova criação:
Ele cobriu (evpiskia,sei),
ou seja, uma indicação da atividade divina pairando sobre o seu povo (cf. Sl
9.1-4). Essa mesma idéia ocorre na narrativa da criação (Gn
1.2), na proteção do povo de Israel (Ex 13.21) e na referência à
glória divina sobre o Tabernáculo (Ex 40.34-38 e João 1.14). Também aponta para o início da nova obra da
redenção, ou seja, um novo êxodo.
A missão do Espírito Santo na concepção era
manter a santidade, impedir a contaminação daquele que haveria de nascer (Lc
1.35), pois ele seria um ente santo. Ele nasceu da vontade de Deus (João 1.13). O ato
misterioso do Espírito Santo sobre Maria foi uma ocasião em que ela permaneceu passiva. A natureza humana de Jesus não foi criação ex-nihilo,
mas herdada através de Maria aquela era a nossa natureza humana. Mediante a tal afirmação a concepção virginal
de Jesus pelo Espírito impede qualquer cristologia adocionista. Este
fato é contrário à cristologia “de baixo”, muito popular nos últimos dias.
A
concepção virginal de Jesus Cristo confirma a verdade de que opera ad extra
trinitatis indivisa sunt (as obras externas da Trindade são indivisíveis). O
Pai enviou o Filho e o Espírito lhe preparou a natureza humana para a sua
encarnação. A concepção de Jesus pelo Espírito enfatiza a
possibilidade dele assumir nossa culpa. Ele é o segundo Adão (1Co 5.45, 47-49). A obra
do Espírito no crescimento de Jesus conforme Lucas 2.52 (e à luz de Is 11.1-3 e
42.1), mostra que Jesus manteve contínua comunhão com Deus.
Ao longo da vida e obra de Jesus houve uma
atuação ministerial contínua do Espírito Santo. Isso é provado no Batismo, tentação e ministério. Vejamos alguns exemplos: Indicação da unção de Jesus para o ministério (Cf At
10.38). Indicação de um fenômeno apocalíptico, pois os
céus foram abertos, apontando para uma revelação divina (Mc 1.10 e Ap 4.1). Para
Lucas, todo o ministério de Jesus foi exercido no poder do Espírito (Lc 4.14).
A ação do Espírito no ministério de Jesus
aponta para algumas evidências messiânicas que foram possibilitadas pelo poder
do Espírito: Libertação – Lc 4.18-19, Pregação
com autoridade – Lc 4.32, Poder libertador – Lc 4.33-37, Curas –
Lc 4.40, Expulsão de demônios – Mt 8.29. Até na morte, ressurreição e ascensão vemos a
ação do Espírito: A ressurreição foi primariamente atribuída ao Pai (At 2.32,
17.31, Rm 8.11 e 1Co 15.15); Em outros textos ela e apresentada como sendo
uma ação do Filho (João 2.19-21 e 10.17-18); Contudo,
de acordo com Paulo, foi também através do Espírito de santidade que Jesus foi
declarado Filho de Deus pela ressurreição (Rm 1.4).
Em outros texto, Paulo
afirma que ele foi vindicado pelo Espírito através de sua ressurreição (1Tm
3.16) e Pedro defende que ele foi “morto, sim, na carne, mas vivificado no
Espírito” (1Pe 3.18). Esse fato é uma boa ilustração de que as obras
das pessoas da Trindade são indivisíveis.

Comentários