Dá-me o Teu Coração e receberá Paz
Dá-Me filho Meu o teu
coração, e os teus lábios observem os meus caminhos. Provérbios 23. 26
Nestas
palavras Deus vai á vontade; é um convite à entrega do eu e de todo o ser a
Ele. O sentido bíblico em que a palavra “coração” é empregada, em geral
compreende o intelecto, as volições e as afeições. Assim, dando o nosso coração
a Jesus, colocamos em Suas mãos todas as faculdades de nossa mente, todas as
nossas emoções e nossa própria vontade.
A
vontade jamais poderá por si mesma fazer qualquer coisa ou traçar alguma
estratégia que salve o homem. Não importa quão forte seja, jamais ela poderá
dominar o pecado na vida, pois é controlada por inclinações pecaminosas da mente e do corpo, sendo, pois,
incapaz de controlar essas volições. A vontade que é a sede das decisões,
faculdade pela qual o bem deve ser determinado, é enferma em si mesma, sendo
portanto incapacitada de determinar o bem.
A
única coisa que a vontade é capaz de fazer para salvar-nos do pecado, então, é
permitir que Deus opere por intermédio dela. Ao trabalhar o Espírito Santo no
coração, a vontade é estimulada a responder. Ela não é forçada a responder, mas
pode faze-lo. Se responde e abre o
coração para Jesus, a força da vontade de Deus se associa a ela, podendo então
eficazmente, dirigir as faculdades da mente, as emoções.
É esta dualidade na teologia de Paulo que ele se refere, quando nos apresenta em
Filip. 2. 12 – 13:
“Operai a vossa salvação com
tremor e temor. Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar,
segundo a Sua boa vontade.”
Gosto do texto acima nas palavras de John Moffat: “Porque é Deus que em Sua boa vontade vos capacita para deseja-Lo.
Em
Jesus nos tornamos livres. Somos libertos da culpa, somos livres para viver
como se esperava que vivêssemos.
Não
quereis responder agora, ao convite de Jesus: “Dá-me filho Meu o teu coração?”

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