Moisés Fere a Rocha!
“Moisés e Arão reuniram o povo diante da
rocha, e lhe disseram: Ouvi, agora, rebeldes, porventura faremos sair água
desta rocha para vós outros? Moisés levantou a mão, e feriu a rocha duas vezes
com a sua vara, e saíram muitas águas; e bebeu a congregação e os seus animais.”
Números 20. 10 -11.
Moisés
fora considerado através dos anos um paradigma de paciência. O povo murmurara,
acusara-o falsamente, rebelara-se contra ele, insultara-o, mas ele sempre se
matinha calmo. Bem imagino os céticos do turbante da paz – e estes sempre
existem – dizerem a seus respeito: “Esperem um pouco. Um dia o velho vai
explodir.” E foi o que se deu. Moisés era homem admirável, mas era um humano
como qualquer um deste século. Tinha o seu momento de virar a mesa, de
explodir.
Perguntou
alguém: Por que foi Deus tão severo com Moisés, se ele O servira tão bem, por
longo tempo? Não poderia Deus ter deixado para lá o gesto que Moisés tivera num
momento de impaciência? Deus na Sua Grandiosa misericórdia perdoou Moisés e
concedeu-lhe entrada no Céu; mas quando
Moisés perdeu a paciência, perdeu também sua influência.
A
liderança marca um preço alto de etiqueta. Outras pessoas poderiam revelar sua
impaciência todos os dias. Não, porém Moisés ou qualquer pessoa que exerça
liderança. O povo esperava mais dele do que de si mesmos. Embora tivesse sido
sua rebeldia que o provocara, eles não tinham maturidade bastante para tomar em
conta este fato. Poderiam querer justificar seus próprios erros, mas jamais
passariam por alto o menor erro em seu líder.
Os
gregos antigos reconheciam certa qualidade de liderança a que davam o nome de ethos. A palavra descreve, não o que o
homem faz, mas o que homem é. Um ministro, por exemplo, não é julgado apenas pelos
seus sermões e sua habilidade de liderança, mas pela imagem que seus
paroquianos têm em mente, acerca do que o ministro deve ser. Esta norma é
geralmente mais elevada do que a norma que mantém a respeito de si mesmos.
O
Deus Magnânimo vê o coração, e Ele é mais tolerante do que o povo. Mas nós
vivemos num mundo habitado pelo povo, e nossa influência junto a eles depende,
não do que somos, mas do eles pensam que somos.
Sim,
elevado é o preço da liderança e da influência – às vezes demasiadamente
elevado – mas líderes de homens são os que estão dispostos a pagar o
preço.
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