Uma Reflexão da Promessa Messiânica Inicial – Gen 3. 8 – 4. 10.
A passagem sob a consideração continua,
nos informa do envolvimento de Deus com Adão e Eva no Jardim. Do qual deriva
diretamente da narrativa precedente (Gn. 3. 1- 7). Isto ocorre imediatamente
depois do encontro com a serpente e suas consequências diretas. Deus chamou o
casal escondido, envergonhado e temeroso (Gn. 3. 8 -9), extraiu deles uma
confissão (vv. 10 – 13), falou primeiro à serpente (vv. 14, 15), depois a Eva
(v. 16) e finalmente a Adão (vv 17 – 19). A Palavra de Deus a deixa de lado a
posição real e as responsabilidades originais do homem ou seu papel mediador
pactual (vv. 14 – 19). O texto informa-nos, ademais, da reação do homem (3.
20), que é seguida pela narrativa da expulsão da humanidade do jardim (vv. 21 –
24). Finalmente, somos informados da atitude de Eva (4. 1).
A forma de narrativa histórica do relato
tem dado a estudiosos ocasião de considerar esta passagem um antigo mito que o
editor trabalhou extensamente.
Quatros pontos salientes que dão à
passagem sua estrutura e continuidade requerem discussão.
As primeiras três perguntas do Senhor
preparam a cena para a confissão de Adão e Eva, e para as decisões subsequentes
que Deus havia de tomar.
“Onde estás?” (Gn 3. 9). Este foi chamado
divino para considerar a alienação e separação que tinham ocorrido. Adão e Eva
não estavam meramente escondidos em sentido físico. Eles tinham-se separado da
comunhão com Deus. Tinham-se afastado da comunhão da família real.
“Quem te fez saber que estavas nu?
Comeste?" (Gn. 3. 11). Esta pergunta é o apelo divino a Adão para considerar seu
“status” diante de Deus. Adão e Eva
estavam com medo; tinham perdido seu senso de bem-estar e de segurança. Estavam
envergonhados; não podiam mais permanecer diante de Deus com seus régios
mediadores pactuais. Confessaram que tinham abdicado de sua posição real. Não
podiam mais servir como oficiantes diante de Deus nem eram capazes de cumprir
seus papéis real, sacerdotal e profético.
“Que é isso que fizeste?" (Gn 3. 13). Esta
pergunta requer um confissão de desobediência deliberada. Os mediadores reais
da aliança tinham violado o próprio pacto que eles deveriam manter e
implementar. Tinham estabelecido a sua própria vontade e sua própria maneira
por instigação da serpente.
A mensagem de Gen. 3. 15 nos apresenta
três aspectos.
Primeiro, a passagem proclama a soberania
de Deus que continua não afetada. A humanidade abdicou; Deus não. Ele
soberanamente buscou os pecadores caídos e provocou a sua confissão.
Segundo, ao proclamar sua soberania,
proclamou também seu amor como não havia feito antes – um amor pela humanidade
desobediente, ofensora, rebelde e culpada. “Graça” é o termo bíblico usado pra
referir-se a essa dimensão do amor de Deus.
Terceiro, a demonstração dessa graça
divina e soberana tornar-se-á evidente na administração da justiça de Deus. Ele
tratará com o tentador de acordo com sua santa vontade e seu plano. A maneira
como o tentador será tratado, adequadamente a consequência final de seus ato,
será proporcional ao que ele próprio fez. Ele será prostrado; ele será
esmagado; ele será destruído.
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