Não se Pode Eleger Neófitos (Recém Convertidos) a Funções de Liderança na Igreja!
Exegese de I Timóteo 3.6
Por João Claudio Chaguri - Doutorando em Teologia pelo Reformed Theological Seminary, RTS / Mackenzie - Jackson - Mississippi - EUA / Brasil -SP
“Não
seja Neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do
diabo.” I Timóteo 3. 6
RESUMO
A carta
de Paulo a Timóteo nos mostra quais as condições para ser um líder
eclesiástico. Apresenta que deve ser uma pessoa moderada em todos os sentidos,
uma vez que as qualidades encontradas no texto foram arrancadas das condições
pedidas pela sociedade daquele tempo.
O que
texto nos mostra em síntese que o dirigente cristão deve ser um pessoa de bem
em todos os aspectos da vida: pessoal, familiar, comunitário e social.
No texto
bíblico acima que é o objetivo da analise, retrata que o fato de um
recém-convertido a Cristo ocupar o oficio de liderança na igreja pode levar à
soberba, como levando a condenação do diabo, como por exemplo falsa doutrina,
tomando por base I Timóteo 4, quando Paulo trata da apostasia na igreja.
PALAVRAS-CHAVE
Neófito, Ensoberbecer,
condenação do diabo.
Neophytos – νεοπηυτοσ - (Neófito) – de neos (novo), recentemente plantado,
recém convertido.
Typhoõ – τυπηοο - (Ensoberbecer) – derivado de Typhõ (verbo primário – Formar fumaça) –
inflar com arrogância – magnânimo, ser exaltado com orgulho, ser orgulhoso.
Krima – κριμα - (Condenação) – uma decisão ou
resultado, um sentença de punição ou condenação.
INTRODUÇÃO
Nos manuscritos gregos mais antigos, o titulo
desta epístola é Pros Timotheon A. Uma
evolução posterior ampliou o titulo para a forma encontrada em versões
protestantes.
Esta epistola foi escrita a Timóteo enquanto
era pastor da igreja de Éfeso, é composta principalmente de instruções
dirigidas a ele como líder da igreja. Neste caso, ela é classificada como
epístola pastoral. Entre os comentaristas há aqueles que acreditam que a carta foi
escrita entra a data da sua soltura ano de 61 e sua morte em 64.[1] É possível
que Paulo escreveu I Timóteo entre a primeira prisão em Roma (Atos 28) e seu
encarceramento final (2 Timóteo 1. 8, 15 – 18; 4. 9 -18). Possivelmente Paulo
escreveu 1 Timóteo na Macedônia (1 Tim 1.3).
A grande preocupação de Paulo na carta a
Timóteo é orienta-lo de maneira agradável diante de Deus e como ser útil para o
rebanho sobre o qual Deus o colocara, e lhe apresenta a solene comissão de
pregar a Palavra e defender seus ensinamentos.
A epístola também reflete de maneira
fundamental a questão da vontade de Deus no desenvolvimento de organização e
administração da igreja.
Tal menção é vista na epístola referida, como também
nas demais epístolas pastorais (I Tim 4. 6, 13, 16; 2Tim 3. 14 – 17; 4. 1 – 4;
Tt 1. 9; 2. 1, 7) é fundamentada pelo fato de que, das 21 vezes em que a
palavra grega para doutrina (didaskalia)
é vista no Novo Testamento, 15 se encontram em 1 e 2 Timóteo e em Tito.
1.
ANÁLISE LITERÁRIA
A primeira
carta a Timóteo inicia com uma saudação, (v.1, 2). Tem como temas principais, conselhos e
exortações a um jovem pregador do evangelho a respeito de como lidar com a
conduta pessoal e o seu profícuo ministério. Está dividida entre conselhos
doutrinários e experiências.
No
capitulo 2 Paulo apresenta oração, intercessão por todos e Cristo como nosso
mediador. Paulo escreve conselhos aos homens e mulheres. (v. 8-15)
O capitulo
3, do qual está o texto estudado da exegese, o apostolo traz orientações aos
bispos e aos diáconos.
No Capitulo 4, Paulo se preocupa com os
acontecimentos futuros, trazendo predições de apostasia e com uma abordagem a
conduta ministerial.
Os
capitulo 5 e 6, ele escreve sobre a administração ministerial, ser cortês com
os anciãos (v. 1, 2), preocupação com a igreja de como tratar as viúvas (v. 3-16), o dever diante dos
anciãos da igreja, (v. 17- 20) sobre imparcialidade (v. 21-22) e questões
pessoais (v. 23-25).
No
capitulo 6 escreve sobre os deveres dos servos e preocupação com os mestres que
traz contestação (v. 1-5). A alegria como fonte de bênçãos (v.6-8), orienta
sobre o perigo da riqueza e cobiça (v. 9-12) e o dever do jovem evangelista de
manter pura a doutrina até a volta de Jesus Cristo (v. 13-16), o perigo do
orgulho e orienta a Timóteo com relação aos ricos (v. 17 – 19), e fecha com o manter
fiel diante das heresias doutrinarias (v. 20-21).
2.
DELIMITAÇÃO DA PERÍCOPE (3. 1 – 7).
A pericope (v.1-7) encontra no tratado com
relação a organização da igreja.
Ele encerra o capitulo 2 apresentando a grande
honra e privilegio as mulheres de serem mães e criar seus filhos, e ele exorta
todas as mulheres a cumprir o seu dever como mães e reconhecer a
responsabilidade de liderança do homem concedida por Deus no lar e na igreja.
Paulo inicia o capitulo 3 com um outro tipo de
linguagem, apontando aos homens que almejam o episcopado, (v. 1- 7) e traz
orientações sobre as qualificações dos diáconos (v. 8-13) na igreja de Deus.
Podemos ver claramente uma nova linha de argumentação, comparando com o todo da
temática.
Apesar
da relação literária que existe no todo do capitulo, podemos dividir este
capitulo dentro de três blocos: primeiro, as qualificações dos bispos (v. 1-7),
segundo, as qualificações dos diáconos (v. 8-13), terceiro, a igreja como
espinha dorsal da verdade de Deus e o ministério da piedade (v.14-16) .
3.
AS QUALIDADES DE BISPOS, DIÁCONOS.
O texto
bíblico de I Timóteo 3. 1 inicia com a confirmação da veracidade da Palavra de
Deus e a confiança que devemos ter nela, para tal aparece a palavra grega pistos, fiel, digno de confiança. Para
tanto, alguns comentarista analisam o texto dizendo que a primeira frase (fiel
é a Palavra) do capitulo 3 deve ser considerada como a conclusão do que se disse sobre as mulheres no capitulo
2, entretanto pode ser aplicado tanto para o texto precedente quanto ao texto
posterior, uma vez que ambos merecem atenção cuidadosa.
No verso
2 do capitulo 3, Paulo admoesta que o
líder cristão deve ser um modelo, “é necessário, portanto que o bispo seja
irrepreensível”, na pratica dos
princípios da Palavra de Deus, uma vez que se deseja convencer outros da
veracidade e dignidade de sua mensagem. “O regato não corre acima de sua fonte, e, em geral, uma congregação não costuma
alcançar nível mais alto do que a sua liderança.”
O texto
diz o mesmo precisa ser irrepreensível, não sujeito ao que se falar dele, não
censurado.
Aquele
que está como líder da Igreja do Nosso Senhor Jesus Cristo, precisa estar livre
de qualquer censura.
Aquele
que não desfrute de um bom testemunho e seja eleito ao oficio na igreja pode
cair em descredito. Com isso o Apostolo
Paulo apresenta ao jovem pastor Timóteo uma lista de requisitos morais.
O
comentário do novo testamento de Willian Hendriksen diz:
“Torna-se
imediatamente claro que, em conformidade com o ensino inspirado de Paulo, o
candidato ao episcopado deve desfrutar do testemunho favorável de dois grupos:
(a) os de dentro, ou seja, os membros da igreja; e (b) os de fora, ou seja, os
que não são da igreja.”[2]
Esposo
de uma só mulher, ou seja o deve ter um histórico imaculado de fidelidade
conjugal, para ser um digno modelo para seu rebanho.
O Texto
é diz, que o mesmo seja temperante, um líder sóbrio, nephaleos, sõphron, prudentes, que tenha domínio próprio e temperança
em todas as coisas, II Timóteo 4. 5, “Tu, porém, sê sóbrio em todas as coisas,
suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu
ministério.”
Paulo também
orienta a ser modesto, kosmios, ordeiro,
hospitaleiro, como Paulo orienta em Rom 12. 13 “compartilhai as necessidades
dos santos; praticai a hospitalidade.” Do grego philoxemia, literalmente amar os estranhos, portanto abrigar os
estranhos, o líder precisa considerar a hospitalidade como uma das mais
importantes virtudes cristãs.
Muitos
cristãos eram expulsos de suas casas e cidades e obrigados a procurar abrigo
com aqueles que mantinham a mesma fé (Atos 8. 1; 26.11). Essa hospitalidade
contribui para os vínculos da fé e os mantinham unidos.
“Uma
pessoa hospitaleira é literalmente amiga dos forasteiros. Ela compartilha de
suas necessidades. Podemos bem imaginar quão profundamente apreciada foi esta
hospitalidade num tempo em que virtualmente não existia um sistema organizado
de bem-estar social em alta escala quando viúvas e órfãos dependiam da bondade
de parentes e amigos; quando grassavam ferozes perseguições com seus
encarceramentos; quando a pobreza e a fome eram muito mais evidentes que o que
agora se vê nos países do ocidente; quando as mensagens de um setor da
cristandade tinham de ser entregues por mãos de um mensageiro pessoal, que para
isso era preciso longas viagens; e quando ter um alijamento com incrédulos era
menos que desejável. Daí, se a hospitalidade era um requisito para todo crente
segundo sua capacidade e oportunidade de oferecê-la, era um requisito
indispensável para o bispo.”[3]
Paulo do
mesmo modo se preocupa com a capacidade para o ensino. Do grego didaklikos, qualificado no ensino. O
ministro de Deus deve estar disposto a ser ensinado e também ser capaz de
instruir a outros nas verdades da Palavra de Deus, seguindo o exemplo do
Mestre.
A verdade da Palavra de Deus precisa ser
anunciada. Neste caso o ministro de Deus é um verdadeiro mestre, pois ele não
ensina a mentira e o engano. Para tanto, deve-se conhecer a Palavra para ensinar
corretamente, é sine qua non, aquele
que tem o dom do ensino, precisa ter o dom do estudo. No livro, A tua Palavra é
a verdade diz:
“Devemos
conhecer a Palavra a fim de poder usá-la corretamente. A Timóteo, Paulo
recomenda: “Procura esforçar-se com zelo, apresentar-te a Deus aprovado (após
exame), como obreiro que não tem que se envergonhar, que maneja bem a Palavra
da verdade.”[4]
Do mesmo
modo o ministro deve também ser irrepreensível nas seguintes questões: Não dado
ao vinho, evitando os extremos, não ser dominado pelo vinho, pois não será um
bom ministro, uma pessoa dominada pelo vinho, pode se tornar violento. Tito 1.
7 diz: “Porque é indispensável que o bispo seja irrepreensível como despenseiro
de Deus, não arrogante, não irascível, não dado ao vinho, nem violento, nem
cobiçoso de torpe ganância.”
Antes o
ministro precisa ser cordato, do grego epieikes,
integro, equitativo, gentil, brandura e cortês, inimigo de contendas, não
avarento, literalmente não amante da prata, as experiências de Judas Iscariotes
e Simão, o mágico, revelam o perigo e prejuízo ao ministério, devido ao amor ao
dinheiro. (Joao 12. 1 – 6; Atos 8. 14- 23).
O
ministro que administre bem a sua própria casa, que seja dotado da habilidade
com os seus, no dirigir e administrar. Caso não tenha condições de administrar
a própria família como poderá administrar a Casa de Deus.
4. I
TIMÓTEO 3. 6
“Não
seja Neófito, para não suceder que se ensoberbeça e incorra na condenação do
diabo.” I Timóteo 3. 6
“μη νεοφυτον ινα μη
τυφωθεις εις κριμα εμπεση του διαβολου”. I Timóteo 3. 6.
A palavra (νεοφυτον), “Neófito” significa literalmente recém-plantado, algo novo, recente. O texto
não esta dizendo a respeito da idade mínima para os candidatos ministeriais,
entretanto a escritura é clara no sentido que sejam maduros espiritualmente.
Nas
Escrituras Sagradas, vemos um muitos pontos que aqueles ao pastorearem e
supervisionarem as igrejas, foram frequentemente chamados de presbíteros (Atos
11.30; 14.23; 16.4; 20.17; 21.18; 1ª Timóteo 5.17,19; Tito 1.5; Tiago 5.14; 1ª
Pedro 5.1; 2ª João 1; 3ª João 1). Apresentam como cristãos mais maduros
da congregação, com conhecimento e experiência para servir de paradgimas e
ensinar o povo de Deus. Ao promover neófitos, sejam
esses de posição e influência sociais, os perigos são óbvios.
João Calvino
nas Pastorais comenta:
“Naquele tempo,
muitos homens de extraordinária habilidade e cultura estavam sendo conduzidos à
fé. Paulo, porém, proíbe que se façam bispos aos que recentemente tenham
professado a Cristo. E ele mostra quando danoso seria ta expediente.”[5]
O que João
Calvino está relatando é a grande precocupação em fazer do novo na fé Bispo,
pois há o perigo que no governo da Igreja de Deus haja com ostentação e
arrogância. De modo diferente se repete em 5.22 dizendo, “a ninguem imponhas
precipadamente as mãos” do qual o episkopos
deve ser maduro na fé. Neste caso devem ser excluídos da honra do governo da
igreja de Deus, caso contrario entram na condenação do diabo.
Vemos
essa orientação bíblica em I Timoteo 3. 10 “Também sejam estes primeiramente
experimentados; e, se mostrarem irrepreensíveis, exerçam o diaconato.” O Texto
sugere que tais sejam testados. Uma vez que a aptidão não deve ser admitida sem
provas. O que Paulo está sugerindo? O seguro é que investigue as fases da vida
de alguém, antes de confiar o oficio do cuidado com a igreja de Deus. Pois a
eleição de um neófito pode trazer consequências graves para a sua vida como também
para a igreja de Cristo. Aqui Paulo está estimulando o zelo e piedade.
Entretanto qual será a natureza deste teste? Provar exatamente o que?
Crêem
alguns que Paulo tem em vista um exame formal que inclui um período de
experiência. A prova seria efetuada ou por Timóteo ou pelos outros presbíteros,
que examinariam o que o candidato entendia da fé. Mas isso parece refletir o
panorama de um período posterior. Mais provável é que Paulo tenha em mira aqui
em seleção de homens aprovados, que tenham sido examinados no sentido de I Coríntios
16. 3 (“os que... aprovardes”) ou de 2 Coríntios 13.5 (“Examinai-vos a vós
mesmos se permaneceis na fé; provai-vos a vós mesmos”).[6]
É
observado que a preocupação de Paulo tem uma causa; “para não suceder que se
ensoberbeça”, ou, “seja inchado”, “seja vaidoso”, com o verbo tuphousthai apontando
para o literal como “envolto de fumaça”, pois ela dissipa, desaparece, um líder
assim não tem sentido, resultado do orgulho pela promoção rápida.
Um líder
orgulhoso se destrói e destrói a igreja, o orgulho precede a ruina. William
Hendriksen comenta que:
“Em
harmonia com essa norma, em sua primeira viagem missionária Paulo não designou
anciãos em toda a igreja, senão quando as visitou pela segunda vez (At 14.23).
Note também que o próprio Timóteo não foi ordenado imediatamente depois de sua
conversão. Havendo sido conduzido a Cristo na primeira viagem missionária de
Paulo, não foi ordenado senão depois (na segunda viagem missionária de Paulo,
não foi ordenado senão depois (na segunda viagem missionária, pelo menos). A
regra: Sempre que possível, não devem ser eleitos neófitos para o episcopado na
igreja.”[7]
O líder
deve estar pronto a ouvir, a se reavaliar, entretanto o orgulho obscurece o
entendimento, o que dificulta o ensino, que é um papel preponderante de um
líder espiritual.
Quando
não é observado a preocupação bíblica, com relação ao assunto mencionado existe
uma situação proeminente, o perigo de cair na “condenação do diabo”. Tal
expressão pode ser assim entendida, uma condenação semelhante ao diabo.
A
palavra grega para “condenação” é “krima”,
tem haver com uma decisão a favor ou contra, entretanto normalmente é usada
como uma sentença de punição ou condenação como
uma consequência especifica.
Por isso
que pode ser entendido esta parte do texto que o “neófito” receberá a mesma
condenação aplicado ao diabo quando o orgulho precipitou sua rebelião no Céu
(Ez. 28. 12 -17) ou no sentido de que a condenação será colocada contra o
neófito, que encontra-se iludido pela presunção, pelo próprio inimigo, como
“acusador da igreja” (Ap 12. 10; Jó 1. 6, 2. 4-5).
Nas
Pastorais João Calvino comenta a respeito do assunto:
“Incorra
na condenação do diabo pode ser interpretado de três formas. Enquanto que
alguns pensam que Διαβολον outros
crêem que significa caluniadores. Sinto-me inclinado para o primeiro ponto de
vista, pois o termo latino indicium raramente significa calúnia. Uma vez mais,
porém, é possível entender a condenação Satanás no sentido ativo ou passivo.
Crisóstomo a toma passivamente, e concord com ele. Há uma antítese elegante que
realça a enormidade do caso: Para não suceder que aquele que é posto sobre a
Igreja de Deus, movido de orgulho, cai na mesma condenação em que caiu o diabo.
Não obstante, não descarto o significa ativo, a saber, que tal homem dara ao
diabo ocasião para condená-lo. A Tradução de Crisóstomo, porém, se aproxima
mais da verdade.”[8]
Nesse
sentido argumenta-se que o juízo não é prerrogativa do diabo, conforme a
Bíblia. O julgamento é prerrogativa Divina. A sentença proferida ao diabo no
Céu (Ap 12. 7 – 9), também virá aos que permitirem que o orgulho domine seu
pensamento.
O
orgulho sempre leva a queda, lemos em II Pedro 2. 4 “Ora, se Deus não poupou anjos quando pecaram, antes, precipitando-os
no inferno, os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo”. Nesse
sentido a igreja deve evitar a queda, a mesma não deve eleger um neófito como
bispo.
CONCLUSÃO
É
notável em toda carta do Apóstolo Paulo a Timóteo que ele da uma grande ênfase
no cuidado pastoral com a igreja de Cristo apresentando conselhos doutrinários
e experiências pessoais.
Dentre
tais conselhos o Apóstolo é enfático que não deve os Neófitos a assumirem
funções episcopais na Igreja de Deus. Para tanto, aqueles que são indicados
para tal honra, antes precisa ser experimentados com tempo, o que demostra um
nível de exigência fundamental para o exercício da função.
Paulo
demonstra uma preocupação com o perigo de se ensoberbecer aquele que é colocado
no episcopado.
Mediante
as futilidades de um neófito, coloca-lo no exercício da função ajuda-lo cair na
condenação do Diabo.
Para
tanto, necessita ser alguém firme na fé e experimentado, apto para o ensino
tanto pelo seu conhecimento como também por seu exemplo. A imaturidade é o
canal para o orgulho e sutilizas do diabo. Desobedecer a orientação bíblica é o
para destruir o líder e os liderados.
BIBLIOGRAFIA
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Lectures on I Timothy, Concordia Publishing House, Saint Louis, Missouri,
1973.
MacARTHUR. John, New Testament Commentary I Timothy, The Moody Institute of Chicago,
Chicago, 1995.
[1] Entretanto não há um concenso com relação a data que foi escrita a
carta. Trabalham dentro da perspectiva de sua chegada a Roma (por volta do ano
59), sua data de soltura, ano 61 e a sua morte em 64. O ano da sua morte são
ainda mais obscuros, sendo que o único dado real é que ocorreu durante o
reinado de Nero (54-68). Entretanto não há muita luz sobre o Apóstolo neste
período. (ver: KELLY, J. N. D, et al., eds., 1 e 2 Timóteo e
Tito, Introdução e Comentário. São Paulo: Editora Vida Nova, 2011, p. 41.
[2] Hendriksen, William. Comentário do Novo
Testamento, 1 e 2 Timóteo e Tito. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2011, p.
151.
[5] Calvino,
João. Série Comentários Bíblicos , Pastorais. São José dos Campos – SP. Editora
Fiel, 2009, p. 88.
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